
No segundo, foi necessário correr atrás. O tempo todo. A vantagem da Finlândia chegou a quatro pontos em alguns momentos, mas o time de Bernardinho não se rendeu. O nono ponto, quando os rivais tinham 11, resumiu o espírito da equipe: num contra-ataque, Murilo e Giba mergulharam no chão para não perder o contra-ataque, e Rivaldo explorou o bloqueio triplo no ataque. Logo depois, Giba fez o mesmo, porém usando mais jeito do que força em uma linda jogada para fugir do paredão. Murilo errou um ataque crucial, mas se redimiu depois com um ace e, em seguida, por pouco não empatou o jogo – sacou para fora. O mérito do empate (em 21) foi de Rivaldo. E coube a Rodrigão levar o time à virada, em 22 a 21, novamente explorando um bloqueio. A seleção, no entanto, desperdiçou três set points. Lucão, com um ataque para fora, deu aos rivais uma chance de fechar. E o meio-de-rede errou de novo, encerrando o set.
Bernardinho e o técnico da Finlândia, Mauro Berruto, não paravam de discutir no terceiro set, e foram punidos pelo árbitro com cartões amarelos. Ele aproveitou então para checar se os rodízios das equipes estavam corretos, o que deixou a partida paralisada por alguns minutos. Quando a bola voltou a subir, Rivaldo bateu forte nela e fez 7 a 5. O Brasil se animou, porém os finlandeses não permitiam que a diferença passasse dos três pontos. Mas foi só até o 17º ponto. A vantagem subiu para sete quando Rodrigão estava no saque. Depois, chegou a oito. Lucão, que tinha dado a vitória do segundo set à Finlândia, conseguiu o set point. E Murilo voou em um ataque para fechar em 25 a 16.
O Brasil voltou à quadra mais aliviado. Faltava um set para vencer. A Finlândia, porém, deixava claro que estava disposta a levar o jogo para o tie-break. Como no lance em que Hietanen correu quase até as arquibancadas para evitar um ace de Murilo. O finlandês não conseguiu, o a seleção virou em 14 a 13 pontos. O capitão voltou a pontuar, e ajudou a equipe a se manter na liderança até 19º pontos, quando a Finlândia virou pela primeira vez. Os meninos de Bernardinho relaxaram nos bloqueios e viramos rivais empatarem o jogo.
Assim como no quarto set, a Finlândia não se entregou no desempate. Valente, lutou para não deixar a diferença brasileira aumentar. A seleção abriu seis pontos (13 a 7) em dois erros bobos dos rivais – primeiro, deram quatro toques; depois, jogaram uma bola para fora - e manteve a liderança até fechar. Pela nova regra, o vencedor de um jogo que vai para o tie-break leva apenas dois pontos, e não três. O perdedor ganha um.

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